Mostrando postagens com marcador Chile. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chile. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de julho de 2015

Onde ficar e como ficar.






Alguns mochileiros preocupam-se com hospedagem antes mesmo de começar a fecha seus roteiros, outros não, eu sempre penso em hospedagem como um dos pontos mais importante de qualquer viagem, procuro fica perto das facilidades e longe das badalações, minha dica gira entorno de alguns preceitos quase que religiosos e isso sempre funciona comigo, uma boa hospedagem é como o pão com manteiga no café da manhã e pensando assim, segue coisas básicas a se fazer quando tiver pensando onde vai se hospedar na sua próxima viagem.

O albergue é a carta na manga do viajante de mochilão, saber como escolher um albergue é questão de sobrevivência e pode tornar a sua viagem inesquecível… ou não! por outro lado existem viajantes que preferem hotéis, não é uma má opção, mas devemos lembra que isso deve ser decidido muito antes de se pensar em que tipo de viagem você está pretendendo fazer, mas se você ainda não sabe em que tipo de hospedagem vai ficar, aconselho leva em consideração alguns serviços que podem ou não estarem inclusos na hora da reserva: Café da manhã, cofre, estacionamento, lavanderia, internet, etc. Veja o que é essencial para você e certifique-se que estar tudo certo e que não haverá surpresas, alguns albergues oferecem serviços extras, como transporte até o aeroporto, cozinha, bar, área de entretenimento, passeios, entre outros, tudo isso é muito legal se for bem planejado,
Use a internet para saber o local exato da hospedagem, dessa forma ficará sabendo com antecedência dos locais de fácil e rápido acesso sem que precise utilizar do serviço de taxi ou de qualquer outro meio de transporte, essa atitude tem impacto direto no seu orçamento e é muito útil na vida de um mochileiro.

Em Buenos Aires fiquei quase em frente ao famoso ponto turístico obelisco, decidimos pelo Grand Hotel Argentino porque os preços eram similares aos dos hostels da região e optamos por ter um pouco mais de conforto, ficamos em um quarto com três camas, com cofre, café da manhã, internet wi-fi, serviço de quarto e um pouco mais, na região do obelisco se encontra de tudo um pouco, uma pequena caminhada de deixa próximo dos principais pontos turísticos de Buenos aires, nesse quesito a economia foi bem significativa, portanto procure sempre se hospedar próximo a restaurantes, supermercados, farmácias, teatros, lanchonete, sem esquecer da segurança, geralmente lugares de fácil acesso tendem a ser mais seguros.


O serviço do Grand Hotel Argentino é nota 8, os recepcionistas são mal humorados, a internet wi-fi tem limite ao café da manhã e tem disponibilidade apenas de 30 minutos.

Em La paz optamos pelo hostel Pirwa, este é muitíssimo bem localizado e fica a pouco menos de 1km dos principais e relevantes pontos turísticos da cidade, incluído a famosa e badalada calle de las bruxas, la encontra-se inúmeras agências para compra de passeios turísticos e lojas para realização de cambio, por lá também existe diversas lojas para presentes e restaurantes com comida local.

O serviço do Pirwa é nota 10, o bar funcionar religiosamente, os funcionários são atenciosos e os quartos são limpos diariamente, também gostei da segurança e da comodidade e dos serviços de internet e de café da manhã.




Nos passeios que incluem hospedagem como é o caso do Huayna Potosi e Salar de Uyuni, ambos com três dias de duração, o importante é escolher uma boa agência e fecha com a que melhor atender seus requisitos.


Em Buíque (Parque nacional do vale do catimbau) a principal dica é não se hospedar em Buíque, a cidade fica a uma distância relevante do parque e a estrada de acesso é muito ruim, se tiver chovendo nem pensar, portanto hospedasse dentro do parque eu me hospedei na pousada catimbau, é a única dentro do parque e dividi seus visitantes apenas com o camping paraíso selvagem que também é uma boa opção, a pousada é uma casa bem simples e fica do lado a associação onde compra pacotes com passeios, e se hospedando por lá não será necessário fazer o trajeto de ida e volta entre o vale do catimbau e a cidade Buíque todos os dias, a depende dos dias que pretender passar no parque.

O serviço da pousada catimbau é nota 9 a comida é boa a dona é bem atenciosa, mas não tem internet nem aceita cartão.





No Rio de janeiro optamos pelo hotel Pura Vida, esse hostel fica em Copacabana, na altura do Posto 5, a casa fica no início da ladeira Saint Roman (2ª casa a direita), praticamente na esquina com a Rua Sá Ferreira e perto da Av. Nossa Sra de Copacabana onde passam as principais linhas de ônibus da cidade. A Estação de Metrô General Osório (pela saída da Rua Sá Ferreira) está a cerca de 5 minutos (200m) do Pura Vida Hostel e facilitará seu transporte para lugares importantes do Rio como o Centro da Cidade e o Maracanã.

Localização Privilegiada
Com muitas opções de lazer, vida noturna, cultura, comércio, alimentação e transporte, Copacabana e Ipanema são com certeza lugares dos mais badalados e tradicionais da cidade.
Além disso, estamos a alguns passos de 3 das mais importantes praias do Rio de Janeiro.

Praia de Copacabana
Pertinho da tradicional “Princesinha do Mar”,somente 1 quadra ou 2 minutinhos de caminhada (cerca de 100m), nos separam da mais famosa do mundo, a Praia de Copacabana.


Praia do Arpoador


Famoso pelo seu pôr do sol de cair o queixo, ondas de ótima qualidade (com iluminação para surf noturno) e agora com a estátua do maestro Tom Jobim, o “Arpex” é parada obrigatória e fica somente a 10 ou 15 minutinhos de caminhada do nosso hostel. Dica: Passar na Praia do Diabo (pequena faixa de areia entre o Arpoador e o Forte de Copacabana).



Praia de Ipanema


A Praia de Ipanema é ao lado da Praia do Arpoador. Conhecida como reduto da bossa-nova e fonte de inspiração para as canções como“Garota de Ipanema”, a praia também é referência em moda-praia no mundo inteiro. Pelas suas areias e ao redor dos famosos Postos 9 e 10 desfilam os corpos mais bonitos do Rio.

O serviço do Pura vida é nota 10, recepcionistas atenciosos, bar funciona bem e muito bem localizado.





Em bonito optamos pelo Camping do magico que fica localizado nas Margem da PE 103 (Km 18) Zona rural s/n aproximadamente a 18 km do município de Bonito (PE) e conta com toda estrutura para camping, além de restaurante e serviços de esportes radicais. As bicas e cachoeiras são algumas das maravilhas proporcionadas pelo lugar, que é realmente mágico.

O serviço do Campingdo Magico é nota 10 , alimentação de boa qualidade, estacionamento e segurança.

Aracaju


Em Aracaju optamos pelo Alto da Praia Hotel, localizado em um local privilegiado da praia de Atalaia, o empreendimento fica próximo de tudo: Aeroporto, Shopping e os polos gastronômicos e culturais da cidade, a pouco metros dos mais badalados bares não precisa nem gastar grana com taxi, ficamos em quarto com quatro camas e mais uma vez os valores superaram os de um hostel, muito bom.
O serviço do Alto da praia é nota 8, o café da manhã é ótimo, a limpeza dos quartos é excelente, mas a piscina é bem pequena e os recepcionistas não sabem da informação.

Salvador

Che Lagarto, que por sinal muito bem localizado e um ótimo custo benefício, fica perto dos principais pontos turisticos: Cristo, Farol da barra, Shopping Barra, supemercado e principais paradas de onibus para ostyros bairros
O serviço do Che largatoa é nota 7, o café da manhã é ótimo, a limpeza dos quartos boa.
Chile
No deserto do Atacama ficamos em um hostel que fica em frente a biblioteca da cidade, é um hostel indígena e não é difícil de encontra, o serviço é bom e o clima é bem familiar, limpo e bem localizado nota 10. ( desculpem por te esquecido o nome do hostel, mas depois da biblioteca ele fica de frente a uma pequena mercearia)





Em Santiago optamos pelo Landay Hostel que é um belo castelo restaurado, ele está localizado a no centro histórico de Santiago, exatamente no Bairro Brasil, uma área típica ou cênica, onde pode encontrar a história da sociedade da capital, sua cultura e sua arquitetura neo-gótica, o bairro Brasil é um reflexo de arte, e música, um bairro boêmio, o hostel também está a poucos passos do centro da cidade, onde você pode encontrar de tudo e ir em todos os lugares. A estação de metrô mais próxima fica a 5 minutos a pé e você pode viajar quase toda a cidade utilizando o metrô.
O serviço é nota 8 devido à internet wi-fi ser um pouco ruim, a limpeza é boa, o bar funciona +/-, e o serviço de informações é bom




Os acampamentos que são administrados pelo governo merecem nota 8 por terem instalações medianas e horário de fechamento dos banheiros.

Os acampamentos gratuitos merecem nota 7 pela higiene das instalações .

Os acampamentos administrados pelo fantástico sur merecem nota 10, mas são bem mais caros.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Deserto do Atacama - Chile


              
Já faz algum tempo que saí de casa, já são passado onze dias e a aventura só está na metade, à civilização é outra e a passagem na fronteira da Bolívia com o Chile é no mínimo estranha, me senti em um daqueles filmes de guerra.
No décimo primeiro dia aqui estou eu, em um dos desertos mais áridos do mundo, deserto do Atacama, como é lindo, e caro! A sensação de estar aqui é de ter saído de um filme do indiana Jones, tudo aqui é muito simples e com cara de safári, o sol é de rachar e nosso desafio agora é encontra um lugar para ficar por mais três dias, depois de longas caminhadas, muito sol e tentativas frustradas de hospedagem, a opção agora é utilizar a internet gratuita da biblioteca da cidade para garimpar a melhor opção e garantir um bom preço, mas a internet só serviu para mostra que os preços estavam fora da nossa realidade e que ainda não era dessa vez que íamos descansar, nesse momento o responsável pela biblioteca nos adverte dizendo que faltam 15 minutos para o fechamento da mesma e que teríamos que sair do local, então decidimos andar mais um pouco e com sorte achamos um hostel indígena que ficava bem ali pertinho da biblioteca, e foi aqui que ficamos, com os pés cansados e uma necessidade louca de tomar banho, já era hora de descansar dos três últimos dias do Salar de Uyuni.


Dia 1
E assim começou a aventura no deserto do atacama, tivemos alguns problemas com a procura pelo hostel, mas no fim acabou tudo bem, o hostel é limpo, confortável e aconchegante e depois de tomar banho e descansar um pouco, “vamos para rua’’, um oásis chamado São Pedro de Atacama, com apenas uma rua principal não é tão difícil de logo se encontra nos mais diversos restaurantes e bares, todos localizados lá na discreta e internacional rua caracoles, é um pouco difícil de expressar em palavras a vontade louca de ficar de vez em São Pedro do Atacama, mas não dava pra ficar, eram apenas três dias e logo seguiríamos o fluxo. Não foi difícil procurar agências nem qualquer outro tipo de informação referente aos passeios em são Pedro do atacama, tudo fica centralizado em caracoles ou arredores, basicamente você precisa estar com algum plano na cachola ou uma ideia do que gostaria de fazer e conhecer, eu já sabia exatamente o que queria fazer.
As primeiras horas no deserto foi bem tranquila, como já era de tarde procuramos um bom restaurante para comer bem e beber algo gelado e alcoólico, pois os últimos três dias no salar de Uyuni não foram lá essas coisas, e depois de procurarmos um pouco escolhemos uma entre as inúmeras opções restaurantes, pronto, era chegada a hora de comer, beber e apreciar o melhor da cozinha chilena; de entrada eles serviram pão, acompanhado de saboroso vinagrete, cerveja bem gelada e pisco, e assim foi passando o tempo, comendo, conversando, comendo e comendo... , ao final dos comes e bebes aproveitamos para caminhar um pouco e pesquisar sobre os passeios, eu já sabia que os preços no Atacama eram bem salgados, mas que todo lugar tem uma segunda opção, principalmente se os viajantes forem mochileiros, e foi assim que encontramos um casal francês que nos deu mais ou menos uma ideia do que seria trocar os passeios em um carro super confortável e com ar condicionado, por uma bicicleta e o sol forte do deserto do Atacama, a economia era absurda, cerca de 60%, mas o calor e o esforço físico também, mas isso pouco importava, já tínhamos passado por coisa pior há alguns dias, Como assim coisa pior? Lembram do post da Bolívia? Pois é! Mais ou menos pior. Depois de fechar com a agência e deixa tudo certo para dia seguinte, voltamos para hostel e decidimos descansar para aproveitar melhor a noite do deserto.

Dia 2
No segundo dia levantamos cedo, tomamos um café bem reforçado e partimos para pega nossas bicicletas, essas que seriam nossas companheiras nas próximas 12 horas, no ato da contratação das bikes eles te entregam um mapa com as possíveis trilhas a seguir, essas variam de 5, 8, 12 e 24 km, isso mesmo, percurso de ida e volta com média de 48 km, mas já que tínhamos pago para ver, vamos ver. Seguimos a trilha e já ali perto nos 5 primeiros km existem um parque indígena que se paga um determinado valor para fazer uma visita que dura em média 40 minutos, depois partimos para uma subida íngreme de mais ou menos uns 2 km, essa trilha nos leva até um túnel utilizado como refúgio na guerra e o tempo todo somos escoltados por cachorros nativos que fazem questão de nos mostra os caminho, um show aparte, aprecem ser treinado pra isso, a vista é linda e as fotos são inúmeras, mas era chegada a hora de seguir, pois ainda restava muita coisa pra conhecer, e entre km e pedaladas seguimos a sequência do mapa: Túnel, Pukara de Quitor, queda del diablo( garganta ou quebrada, são inúmeras as interpretações),Valle de la Muerte, Valle de la Luna e seus mirantes.

As paisagens são de tirar o fôlego, sou suspeito para falar, um louco como eu, apaixonado e deslumbrado por aventuras, fiquei como criança em parque de diversão, os cachorros que nos acompanhavam eram lindos, grandões e dóceis, a lias, é comum encontrar cachorros grandões no deserto do Atacama, eles estão por toda parte e rendem umas brincadeiras pelo percurso, depois do Túnel e das ruinas de Pukara de Quito, entramos na trilha da Queda del diablo, como já havia falado existem várias interpretações para esse lugar e garanto que você também vai ter a sua. 

Nessa trilha pedalamos uns 40 minutos e não encontramos o final, daí decidimos retorna e seguir o resto do passeio, e já no sol do meio dia chegamos ao vale de lá morte, sem palavras, um lugar digno de oásis, lindo, 30 minutos é o suficiente para tirar todas as fotos possíveis e apreciar sua beleza do vale, era chega a hora de seguir pedalando e dessa vez até o vale de la Luna, quando chegamos na portaria pagamos uma taxa para o acesso e ali mesmo compras agua e fazemos um lanche, o lugar é bem aconchegante e depois de pagar a taxa de acesso o guia te entrega um mapa e te orienta a entender melhor o passeio dentro da reserva, bom, nesse momento já passava das 13:30 e o sol estava bem alto, mas não podíamos desanimar e a cada parada as fotos saiam mais perfeitas, tudo muito lindo e inacreditável, tudo que havia ouvido falar desse lugar agora era realidade de ante dos meus olhos e era só aproveita, uma dica é leva bastante agua, pois a volta não é tão fácil como parece e o preço da agua na portaria é muito alto, lá pelas 17:00 horas começamos a volta pra são Pedro, em pedaladas curtas e já sem agua, confesso que o retorno foi difícil e desgastante, mas conseguimos, já não aguentava mais o acento da bicicleta, todos os meus membros de baixo estavam doloridos e eu só queria banho, e dessa forma chegamos no hostel por volta das 18:00, era chegada hora de descansar pro dia seguinte.
Dia 3
No terceiro dia acordamos com o corpo um pouco dolorido da bike do dia anterior, a final de contas foram quase 12 horas de pedalada e sol forte, mas mesmo assim estávamos rejuvenescidos para mais uma aventura e dessa vez optamos por fazer o famoso tur astronômico, esse tur é bem conhecido em são Pedro do Atacama, não é de hoje que se sabe que a região do Atacama é o melhor lugar do mundo para se avista os astros, e na tentativa de economiza fechamos esse passeio com uma agencia que não oferece o passeio original ou que não segue arisca e nem tem equipamentos para isso, nesse caso fica a dica, se for fazer faça com a SPACE, é a única credenciada e a única que realmente utiliza os telescópios dignos para avista as estrelas, nosso passeio foi um fiascos, ainda bem que teve umas bebidas pra encanar o povo, fiquei muito chateado, mas essa era nossa última noite em são Pedro e eu não queria perde o ritmo, então viva o Atacama.


Dia 4
No quarto dia era chagada a hora se seguir viagem, tínhamos passagens garantidas no confortável ônibus da empresa “Tur- bus” que nos levaria para Santiago em uma viagem de 24 horas e que mais uma vez serviria de hotel para descansar, a dica é comprar as passagens no dia que chegar em são Pedro, não deixe em hipótese alguma para adquiri as passagens no mesmo dia que for seguir viagem, isso pode atrapalhar seus planos e você pode não encontra passagem pro mesmo dia. A principal dica em são Pedro é que se você quiser economizar uma grana com alimentação e bebidas, vale ressaltar que os mercados da região vendem as mesmas mercadorias consumidas nos restaurante e bares pela metade do preço, portanto se você fica em uma estrutura boa de hostel vai pode usufruir desse benefício.




terça-feira, 12 de maio de 2015

Santiago, Vinã del Mar e Valparaiso, Três em Um - Chile


Depois de um dia e uma noite inteira de viagem chegamos à capital chilena, essa era nossa segunda passagem por Santiago só que dessa vez vamos aproveitar, à cidade é linda e receptiva, o curioso é que nosso hostel estava localizado exatamente na Avenida Brasil, nessa avenida encontra-se de tudo, mercados, restaurantes, bares, lojas de departamento, lavanderia e o principal, as estações de metrô ficam bem do lado, ou seja, não precisaríamos de mais de nada, não é? Em Santiago é muito fácil de andar, fizemos uma boa parte dos passeios a pé e de transporte público, então não tem motivos para desespero, na recepção do hostel pegamos todo material informativo possível e desta forma ficou bem fácil programar os passeio inclusive o de ida e volta para Vinã Del Mar e Valparaiso, que por sinal são belíssimas vale apena conhecer, antes de começar gostaria de pontuar a viagens entre o deserto do Atacama e Santiago, já que tínhamos que pega esse ônibus tentei aproveitar da melhor forma possível e não desperdicei nenhum minuto dos filmes que passavam na cabine nem as paisagens que por sinal eram de tira o fôlego, como foi o caso do pôr do sol no em Antofogasta “belíssimo”.


Dia 1
O primeiro dia em Santiago já começou por volta das 13:00 horas, Chegamos ao hostel e partimos direto para o famoso Paseo Ahumada, la se pode fazer de tudo, cambiar dinheiro, almoçar, fazer compras etc., da avenida brasil onde ficava nosso hostel até o centro onde fica localizado o paseo Ahumada levamos em media uns 20 minutos de caminhada que pode ate parecer longe, mas eu particularmente não achei, as atrações no caminho são bem legais e rendem algumas fotos, o bom de se fazer alguns dos passeios caminhando é que além da oportunidade de conhecer melhor o local, você pode se perde e se encontra na mesma região e por inúmeras vezes, rsrs, assim podemos conhecer as ruas de um ponto de vista melhor e não apenas como um turista que está ali de passagem. Depois de trocar o dinheiro e passear um pouco partimos pra conhecer a bela praça das armas que fica logo ali, o lugar é cheio de historia e bem bonito, ficarmos ali por um tempo e decidimos volta para o hostel para procurar algum lugar ali por perto pra comer, já que as opções eram variadas e ao entardecer em Santiago começa após as 20 horas, e assim fizemos, nem lembro o nome do bar , mas foi lá que tivemos o prazer de apreciar mais um marca de cerveja chilena e a deliciosa chorrillana. Nesse bar tomamos uma, duas, três, quatro, é melhor eu parar de contar se não vou me confundir, rsrs, mas foi nesse bar que conhecemos um casal hilário e que mais uma vez tivemos a sorte de testa o idioma e conhecer um pouco mais da cultura local com quem realmente entende do assunto, os chilenos, e foi bom demais pessoal bem acolhedor, de cara já foi logo juntando as mesas e passando toda informação necessária sobre os passeios em Santiago, conversa vai , conversa vem, foi terminando a primeira noite em Santiago do chile.
Dia 2
Acordamos lá pelas 8 da manha e já partimos para conhecer Vinã del Mar e Valparaiso, se você não quiser se ariscar em ir por conta própria existem varias agências que fazem esse passeio, no meu caso e como já é de costume economizei uma boa grana indo por conta própria, peguei um metrô que nos deixou na estação rodoviária em menos de 15 minutos e em seguida tomei um ônibus, muito confortável por sinal, e em menos 10 minutos já estamos a caminho de Vinã del Mar e Valparaíso, são exatamente três horas de Santiago ate o terminal rodoviário de vinã, e assim que colocamos os pés na rodoviária fomos abordados por uns guias que oferecem o passeio nas duas cidades de um só vez, sobre contratar ou não esse passeio, eu aconselho contratar, pois é muito pouco tempo pra conhecer duas cidades e pontos turísticos com distâncias relevantes um do outro, ainda bem que contratamos, o passeio por vinã del mar e Valparaiso é fantástico e perfeito, mas confesso que se fosse por conta própria seria complexo.
Passamos por lugares belíssimos, em vinã a orla é linda e fria, mais da uma vontade de ficar por lá e não volta mais, o relógio de rosas e o cassino da cidade são algumas das varias atração que deixam vinã ainda mais bonita, em valparaiso a beleza da arquitetura e a casa de Pablo Neruda é um deslumbre, não é tão difícil de se encantar com tudo que é visto por lá, mas como todo passeio também tem a parte chata, o guia pede gorjeta, depois desse passeio todo, acabamos no mesmo lugar que começamos"no terminal rodoviário," e como ainda era 17 horas e a noite no chile só começa lá pelas 20:00 horas, decidimos comer aqui mesmo, "de frente para o terminal rodoviários existe uma espécie de galeria com o piso superior dedicado para alimentação, não falta opções, dica: quando for compra suas passagens pesquise no maior numero de agência possível, pois o preço varia muito chegando a uma diferença de quase 7 pesos.
Quando chegamos em Santiago já era noite, e a programação de hoje era colocar uma roupa mais bonita e sair pra balada, e mais uma vez entre tanta as opções escolhemos um bar ali mesmo na avenida Brasil, e o bar já era uma atração à parte, com o nome de VOODO e com a decoração bem ao tema, apreciamos uma bela cerveja artesanal e um aperitivo bem conhecido dos brasileiros, PIZZA, e assim terminamos a segunda noite em Santiago. 

DIA 3 
Depois da cerveja artesanal de ontem a noite foi um pouco difícil de acorda, mas as 8 da manha já estávamos na rua e dessa vez escolhemos almoçar no mercado de Santiago que além tem uma vasta opção de frustos do mar, incluindo o famoso carangueijo gigante, á uma oportunidade de fica mais perto da cultura chilena.
Depois de almoçar resolvemos ir até o serro Cerro Santa Lucia, que fica pertinho da praça das armas, a cerca de 1 km fizemos o mesmo e depois partimos para o serro sân. Cristóvão, dois lugares belos e de fácil acesso se gosta de caminha vai adora esse passeio passamos por diversos parques e feiras, fiquei encantado com a vista lá do alto, um belo passeio recomendo, o retorno pra hostel também foi a pé, aproveitamos pra conhecer um pouco das entranhas de Santiago e dessa forma ia acabando o ultimo dia nessa cidade que fazia parte de nossas vidas. 
No geral a estadia em Santiago foi tranquila e se resumia em sair pra comer, beber, conhecer os parques entorno da cidade e descansa um pouco, levamos em conta que essa parada em Santiago foi estratégica, pois depois de tantas aventuras era justo um pouco de descanso e conforto, já que em poucos dias a patagônia nos esperava para nosso último e louvável Trekking, será mais cinco dias no majestoso Parque Nacional das Torres Del Paine. Talvez o grande diferencial de Santiago seja exatamente o transporte público, que além de barato e fácil de se localizar, tudo bem sinalizado e pessoas educadas e prontas para dar informação, no último dia descobrimos um coletivo azul que sai da estação que fica próximo à avenida Brasil (de frente a estação de metrô) e faz o itinerário até o aeroporto por apenas 1000 pesos, essa foi a principal descoberta em Santiago, e assim partimos para o aeroporto a caminho de nossa última aventura, dessa que foi uma das melhores viagens da minha vida.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Torres del Paine circuito W - Chile


O que dizer de um dos lugares mais lindos do mundo, muitas coisas, não é? Não foi atoa e nem por falta de planejamento que o escolhi para conhecer ao final dos 25 dias de minha viagem pela América do Sul, ou seja, de passagem vamos dizer que deixei o melhor para o final, pois é, estou falando do Parque Nacional das Torres Del Paine, eleito uma das oitavas maravilhas do mundo em 2014 por uma revista VirtualTourist.com, o parque te oferece diversas opções de passeios e lazer, mas não se preocupem, irei dividir a minha experiência mochileira com vocês.

Eu já havia falado em outras publicações que um bom mochileiro de tanto pesquisar vai ao local da viagem apenas para comprovar diante dos seus olhos o que já havia cansado de ver em fotos e vídeos na internet, mas já adianto que uma câmera não tem lentes comparadas com seus olhos e nem sentimentos para relatar em palavras a emoção de estar em um lugar como o Parque Nacional das Torres Del Paine. Tive o prazer de desbravar as terras patagônicas ao logo de cinco dias e quatro noites do mês de abril de 2015, no famoso e congestionado circuito W, descansei, vivi, chorei e claro, registrei cada cantinho daquele lugar, e agora vou dividir com vocês essa experiência que classifico como fantástica.

DIA 1
Peguei um voo direto de Santiago para Punta Arenas, que leva em média 4 horas para chegar ao destino, cheguei ao aeroporto por volta das 5:00 da manhã, e só as 7:00 saíram os primeiros ônibus para Puerto Natales, a distância entre Puerto Natales e Punta Arenas é de 3:00 horas e alguns minutos, depende muito do motorista, quando cheguei na rodoviária de Puerto Natales descobri que os ônibus para as Torres del Paine saem de forma regular de 7:00 da manhã ou 14:00 da tarde, nesse caso só nos restava a opção de 14:00, então aproveite esse tempo para almoçar, comprar o que estava faltando, como por exemplo o kit de gás, snacks, etc e conhecer um pouco da cidade, no caminho para as Torres o ônibus realiza duas paradas, uma delas é em uma café, e a outra na famosa portaria Laguna Amarga, nesta portaria já se tem a opção de pegar outro ônibus para o acampamento Las Torres, que é onde alguns mochileiros preferem começar o circuito W, de trás pra frente ou o circuito O, outra opção é ir até o catamarã que nos leva de Pudeto até o acampamento Paine Grande, e foi esse percurso que escolhi, o detalhe é que o catamarã só nos deixa lá por volta das 17:00 horas e se você perceber o primeiro dia se resume a entrada no parque, portanto, aproveitei para já ir tirando umas fotos do belíssimo Lago Pehoé e relaxar, de nada adianta se estressar.
Quando chegamos ao Acampamento Paine Grande montamos a barraca e logo fomos tomar banho e comer, esse dia foi corrido e cansativo tentamos dormir cedo para planejar o percurso do dia seguinte, já que entendemos que agora só nos restavam 4 dias dentro do parque e nem tínhamos começado o passeio, esse acampamento é pago e na época paguei 5.000 pesos chilenos.


DIA 2
No segundo dia levantamos cedo, tomamos café e pé na trilha, saímos para alcançar o Glaciar Grey às 8:00 da manhã e tivemos sorte, o tempo estava bom e a trilha bem sinalizada, uma hora e meia depois já havíamos avistado o mirador do Lago Grey, que por sinal é belíssimo, mais ainda nos faltava o ponto mais importante, o Glaciar, no caminho não faltaram paisagens para fotos e fontes para tomar agua, já que toda água presente no parque é potável e não precisa leva grandes botijões, o mapa nos mostrava um percurso de mais ou menos quatro horas, mais com a dificuldade, o tipo de terreno e o ritmo pode ser que leve mais tempo, e foi isso que aconteceu, no percurso de ida e volta até o mirador da Glaciar Grey gastamos quase nove horas, isso incluído as paradas para água, lanche e descanso antes de retornar.

Ao retornar ao acampamento por volta das 16:00, fizemos comida e pensamos em atacar o acampamento italiano, já que os guardas só nos permite sair entre um acampamento e outro até às 18:00 horas no verão, e até às 17:00 horas no inverno, lembrando que tínhamos perdido um dia do planejamento, então naturalmente precisávamos compensar isso andando um pouco mais, o cansaço era grande e a vontade de descansar era maior, mas não queríamos correr o risco de não ver as torres no último dia, pois as passagens de Punta Arenas para Santiago já estavam compradas e não nos restava grana para uma segunda passagem; pensando assim: “vamos pra o acampamento italiano!” e isso nos custou mais 3:00 horas de caminhada que somadas a mais 9:00 horas do percurso anterior, davam um total de 12 horas insanas de pura adrenalina e cansaço físico; neste percurso pegamos uma boa ventania, chuva e terreno alagadiço, o lamaçal era constante, mas isso não tirou a beleza do lugar que parecia de uma proporção infinita, parecendo que não chegaríamos ao tão desejado acampamento (Italiano) naquele dia.
Quando chegamos, era quase noite, só deu tempo de ir ao banheiro, arrumar a barraca e descansar, e foi isso que fizemos, esse acampamento é gratuito e os banheiros são precários.

DIA 3
Assim que levantamos, tomamos café, arrumamos a mochila de ataque e partimos para atacar os vales, Francês e Britânico, e foi aí que descobrimos que tudo em foto é perfeito menos as dificuldades para chegar, as paisagens são belíssimas e as avalanches também, se você for atento e tiver sorte até dá para filmar uma dessas e foi assim que aconteceu, consegui filmar uma bela e fantástica avalanche, mas não para por aí, a chegada no mirador francês nos deixa ansiosos para saber o que nos espera no mirador britânico, pois a beleza é de tamanha riqueza que parece ser uma ilusão de ótica. Esse percurso fizemos em seis horas e meia, não fosse a dificuldade do acesso e as pedras no caminho, que são de diferentes tamanho, quando chegamos ao acampamento, almoçamos, arrumamos as mochilas e partimos para o acampamento Los Cuernos, entendemos que o grau de dificuldade e o tempo de ir até o mesmo era de intensidade baixa, por esse motivo decidimos que descansaríamos por lá, partimos por volta das 15:00 horas e chegamos umas 18:00, fizemos esse percurso com pouca dificuldade, o tempo era bom, mas o lamaçal era constante e a vista do Acampamento para o lago Nordeskjold é de te fazer esquecer qualquer perrengue vivido do caminho, nesse acampamento o serviço é igual ao do Paine Grande e os banheiros são fantásticos, então aproveite. Esse acampamento é pago e administrado pela Fantástico Sur, nesse caso o valor subiu para 7.000 mil pesos chilenos.


DIA 4
Depois de ter me empolgado no vinho e na cerveja chilena, só consegui levantar às sete horas e trinta minutos e isso foi o suficiente para nos colocar na trilha as 8:00 da manhã, se vocês perceberam que mesmo adiando dormidas e descansos ainda estavámos na metade do caminho, e em apenas um dia teríamos que chegar até as torres e dormir por lá, só assim iriamos conseguir chegar ao aeroporto de Punta Arenas antes das 21:00 do quinto dia e terminarmos essa viagem de forma perfeita , ou seja, sem gatos adicionais.

E foi isso que fizemos, estudamos o mapa e atacamos do acampamento Los Cuenos até o acampamento Torres, esse feito foi realizado da seguinte forma: pegamos um atalho entre Los Cuernos e Las Torres, que já nos deixou no acampamento Chileno, do Chileno continuamos sem paradas até o acampamento Torres, fizemos esse percurso em mais ou menos sete horas e meia, devido à grande dificuldade no percurso até o chileno e do chileno até o Torres, as dificuldade são distribuídas entre as poucas retas e as muitas subidas, que somadas ao peso da mochila e ao sol do meio dia nos faz acreditar o quanto é importante estar lá.
Quando chegamos ao acampamento Torres montamos acampamento, almoçamos e descansamos alguns minutos. Por volta das 16:00, horas partimos ao encontro das belas Torres del Paine, em um percurso íngreme e de dificuldade média, alcançamos as torres as 17:00 horas e alguns minutos, ficando por lá até as 20:00 (e nada do sol se pôr...), ficamos apreciando, fotografando, apreciando, apreciando e apreciando.... felizes e emocionados voltamos ao acampamento Torres, dessa vez para dormir, o quinto dia estava por vir e a volta ao Brasil também.
DIA 5 
Em comemoração, tomamos uma garrafa de pisco na noite anterior e isso fez com que acordássemos de novo as 8:00 horas e dessa vez a correria foi grande, desmontamos a barraca, arrumamos tudo e partimos para a trilha, desta vez retornando para o Chileno e do Chileno para o Las Torres. Fizemos esse percurso em ritmo acelerado e conseguimos chegar até o acampamento Las Torres por volta das dez horas e trinta minutos, e quando chegamos por la, já fomos direto pegar informações de como chegar na portaria Laguna Amarga, descobrimos que existe um ônibus saindo do acampamento Las Torres às 13:30 e achamos que era muito tempo para esperar, e então resolvemos seguir caminhando até a portaria. Fizemos esse percurso em mais o menos uma hora e meia, lembramos que os ônibus que saem da portaria Laguna Amarga para Puerto Natales partem às 14:00 e depois só às 20:00, cuidado com esse horário! Sendo assim pegamos o de 14:00 e as 15:30 estávamos em Puerto Natales, compramos nossas passagens para o Aeroporto de Punta Arenas no horário de 18:30 e aproveitamos esse intervalo para almoçar e descansar, enfim, às 18:30 partimos para o aeroporto e chegamos por volta das 21:00 horas , tempo suficiente para um voo de 23:00.


Feliz, por ter conseguindo mais esse feito.


Boa viagem!